sexta-feira, 14 de maio de 2010
quinta-feira, 13 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
concretiza acção
eras uma semente
um dia, dois dias, três dias, quatro dias, cinco dias, seis dias, sete dias, oito dias,
cada dia um mês,
nove meses.
Nasceste.
o teu coração batia muito acelerado
a tua respiração muito rápida
as tuas células multiplicavam-se,
multiplicavam-se. Multiplicavam-se.
Crescias.
Apreendias o Mundo.
Aprendeste as letras
a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w y x z
tantas palavras
era um Mundo novo.
as células multiplicavam-se.
o teu coração desacelerou
a tua respiração menos rápida.
ficaste grande.
sentiste o coração a bater mais rápido
a respiração acelerou
quando te apaixonaste
estar perto de alguém novo traria aceleração
multiplicavas-te por dois.
emoções novas.
era um Mundo novo, uma Energia renovada
crescias
e um tempo novo
és Mulher.
a.mar
terça-feira, 11 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
o som da flauta é filho do sopro da respiração
meditação in Kyoto Meditations
temos a oportunidade de nos deliciarmos com cada possibilidade de sonoridade que a flauta oferece ao sofro, respirar cada molécula de ar até cada célula,
ou temos pouco,
ou temos nada
meditação in Kyoto Meditations
temos a oportunidade de nos deliciarmos com cada possibilidade de sonoridade que a flauta oferece ao sofro, respirar cada molécula de ar até cada célula,
ou temos pouco,
ou temos nada
domingo, 9 de maio de 2010
in "Anatomia de uma rosa"
sexta-feira, 7 de maio de 2010
continuação...
"Eterna nostalgia encarnada em erva e árvore.
(...)
Algumas delas, escondendo o céu azul com um milhão de folhas,
desenvolveram um tronco velho e gordol
penetrantemente cuidando das inúmeras vagas
de três mil anos de história humana.
Outras suportaram o peso de neve e nuvens
e curvaram-se para o chão profundamente,
enquanto outras ainda sofreram incessantemente vento marítimo
durante toda a sua vida,
e têm agora troncos retorcidos inclinados.
No entanto, todas a seu modo tocam o céu
em resposta à luz do sol.
Oh, Terra Mãe!
Ah, todos os rebentos!
Infindavelmente nascendo desta morada nativa sem fundo,
a nossa única-e-mesma mãe.
Árvores,
não mudam a sua original não-mente cósmica
até ao fim,
mesmo que sequem pelo caminho.
Canções das árvores, voz da terra."
in "Folhas caem, um novo rebento"
"Eterna nostalgia encarnada em erva e árvore.
(...)
Algumas delas, escondendo o céu azul com um milhão de folhas,
desenvolveram um tronco velho e gordol
penetrantemente cuidando das inúmeras vagas
de três mil anos de história humana.
Outras suportaram o peso de neve e nuvens
e curvaram-se para o chão profundamente,
enquanto outras ainda sofreram incessantemente vento marítimo
durante toda a sua vida,
e têm agora troncos retorcidos inclinados.
No entanto, todas a seu modo tocam o céu
em resposta à luz do sol.
Oh, Terra Mãe!
Ah, todos os rebentos!
Infindavelmente nascendo desta morada nativa sem fundo,
a nossa única-e-mesma mãe.
Árvores,
não mudam a sua original não-mente cósmica
até ao fim,
mesmo que sequem pelo caminho.
Canções das árvores, voz da terra."
in "Folhas caem, um novo rebento"
quinta-feira, 6 de maio de 2010
continuação...
"Eterna nostalgia encarnada em erva e árvore.
(...)
Mesmo que seque no deserto,
mesmo que o novo rebento gele na mais inóspita extensão do seu destino,
mesmo que a pequena extremidade apareça débil e trémula,
à sombra de uma rocha nevada no primeiro verão,
no fundo de um vale serrano desconhecido.
Uma e outra vez, cresce penetrante em direcção ao céu,
silenciosa, firme, limitada, infinita,
sem movimentos desnecessários.
Algumas, inatas, são direitas, verticais,
e sob o chão da sua floresta de inverno,
as suas raízes comunicam profundamente e mutuamente se ajudam.
Algumas dançam freneticamente sem movimentos,
lançando centenas de braços e milhares de pernas-raiz
nas dez-direcções,
e a peça de teatro das suas formas mágicas,
propaga a voz da terra."
continua...
in "Folhas caiem, um novo rebento"
"Eterna nostalgia encarnada em erva e árvore.
(...)
Mesmo que seque no deserto,
mesmo que o novo rebento gele na mais inóspita extensão do seu destino,
mesmo que a pequena extremidade apareça débil e trémula,
à sombra de uma rocha nevada no primeiro verão,
no fundo de um vale serrano desconhecido.
Uma e outra vez, cresce penetrante em direcção ao céu,
silenciosa, firme, limitada, infinita,
sem movimentos desnecessários.
Algumas, inatas, são direitas, verticais,
e sob o chão da sua floresta de inverno,
as suas raízes comunicam profundamente e mutuamente se ajudam.
Algumas dançam freneticamente sem movimentos,
lançando centenas de braços e milhares de pernas-raiz
nas dez-direcções,
e a peça de teatro das suas formas mágicas,
propaga a voz da terra."
continua...
in "Folhas caiem, um novo rebento"
quarta-feira, 5 de maio de 2010
de natureza humana
"Eterna nostalgia encarnada em erva e árvore.
Onde quer que desponte, uma árvore é já o seu destino traçado;
onde quer que desponte, uma árvore penetra o silêncio desse céu
que originalmente continha antes
de irromper do solo."
continua...
in "Folhas caiem, um novo rebento"
Veja-se o caso das maçãs. Um fruto que se conseguiu tornar mundial, praticamente conseguiu espalhar as suas flores e frutos por todo o mundo.
terça-feira, 4 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
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