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"Em japonês, a essa infinita cadeia de suposições e hipóteses que nos desvia do encontro com a realidade, chamamos de Mimizu No Tawagoto, o que significa: lengalenga de uma minhoca. Esteja apenas aqui, olhe directamente para esta realidade."
in "Folhas caem, um novo rebento" de Hogên Yamahata
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
domingo, 8 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
domingo, 1 de fevereiro de 2015
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"Já alguma vez viram a espuma ou as bolhas de ar à superfície da água? Algumas conseguem manter-se à superfície da corrente durante um quarto de segundo, ou meio segundo, outras mantêm-se cerca de um minuto, até que, por fim, desaparecem. Neste mundo, através do tempo e do espaço, conseguirão vocês encontrar uma só coisa que não seja uma bolha de ar? Conseguem?
Esta mão parece ser minha, aparenta ser sólida e estável enquanto mantiver a sua própria forma, mas daqui a trinta anos já não será minha. Não será uma mão, mas um minúsculo pedaço de terra, de fumo ou de ossos. Mesmo os ossos não serão capazes de se manter como ossos. Portanto, esta mão não é realmente minha, mas uma espécie de bolha de ar à superfície de um rio que, constantemente, flui. Este corpo inteiro, este edifício, esta cidade, este país, este universo e todos vocês... tudo isto é como uma bolha de ar à superfície da corrente desse mesmo rio. Não é? Não seremos?
Conseguem descobrir uma só pedra que não seja efémera? Tudo se transforma, desaparece e, incessantemente, nasce de novo, numa completa inter-relação com tudo e com todos os seres. Em terminologia budista, chamamos a isto o "Vazio". Ao fim e ao cabo, não conseguimos encontar nada que não seja uma bolha de ar."
"Folhas caiem, um novo rebento"
Hôgen Yamahata.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
"Os botânicos podem soar agradavelmente arcaicos ou irritantemente pomposos. Podem conhecer o nome comum de uma flor, uma margarida, mas, em vez disso, dizem Asteraceae. Adoram o som desagradável do latim e competem pelo prémio do mais fluente. Aquilo é uma Melampodium leucanthum? Um Chrysanthemum leucanthemum? Uma Monoptilon bellioides? Uma Bellis perennis?
Não, não é uma Eregeron divergens?
Os adultos conversam. As crianças são excluídas.
"É uma margarida", murmura uma pessoa laica, entre dentes.
Na taxonomia tradicional, a margarida pertence ao reino Plantae, na divisão Angiospermophyta, na classe Dicotyledonaeae, na ordem Asterales e na família Asteraceae, na qual existem mais de mil géneros. Estes géneros contêm cerca de dezanove mil espécies. Cada agrupamento (reino, divisão, classe) é um taxon, cujo plural é taxa.
Os taxonomistas são pessoas que agrupam umas coisas com outras. Os taxonomistas pertencem ao reino Animalia, no filo Chordata, na classe Vertebrata, na ordem Primata, na família Homonoidea, no género Homo, no qula resta apenas uma espécie viva, sapiens.
O taxonomista repreende a pessoa laica: há margaridas a mais no mundo. Temos que ser mais específicos.(...)
As palavras, que a princípio chocam e estalam na nossa boca, hão-de ganhar suavidade rapidamente, como pedras sendo suavizadas pela água de um ribeiro, dando trambolhões, virando-se, pesando de história, repentinamente leves.
Melampodium leucanthum. Bellis perenis.
Você também se pode juntar à conversa.
Você também se sentirá especial.(...)
Queremos conhecer a margarida ao nomeá-la. Então, a coisa toda descamba como uma bola de neve. Queremos saber os nomes dos parentes da margarida e os nomes das plantas relacionadas com essas plantas e os nomes das plantas relacionadas com estas últimas e percebemos que queremos dar nome ao mundo inteiro.
A margarida é uma pequena parcela do que os botânicos chamam árvore da vida. Queremos conhecer a árvore da vida.
É mais do que encontrar uma linguagem comum, é mais do que ter uma conversa. É sobre como todos os nomes se começam a ligar e a interagir, como as palavras tomam forma de algo maior, como o crescimento celular da própria planta, florescendo em ramos e folhas, como um abraço de tudo o que está vivo na terra."
Não, não é uma Eregeron divergens?
Os adultos conversam. As crianças são excluídas.
"É uma margarida", murmura uma pessoa laica, entre dentes.
Na taxonomia tradicional, a margarida pertence ao reino Plantae, na divisão Angiospermophyta, na classe Dicotyledonaeae, na ordem Asterales e na família Asteraceae, na qual existem mais de mil géneros. Estes géneros contêm cerca de dezanove mil espécies. Cada agrupamento (reino, divisão, classe) é um taxon, cujo plural é taxa.
Os taxonomistas são pessoas que agrupam umas coisas com outras. Os taxonomistas pertencem ao reino Animalia, no filo Chordata, na classe Vertebrata, na ordem Primata, na família Homonoidea, no género Homo, no qula resta apenas uma espécie viva, sapiens.
O taxonomista repreende a pessoa laica: há margaridas a mais no mundo. Temos que ser mais específicos.(...)
As palavras, que a princípio chocam e estalam na nossa boca, hão-de ganhar suavidade rapidamente, como pedras sendo suavizadas pela água de um ribeiro, dando trambolhões, virando-se, pesando de história, repentinamente leves.
Melampodium leucanthum. Bellis perenis.
Você também se pode juntar à conversa.
Você também se sentirá especial.(...)
Queremos conhecer a margarida ao nomeá-la. Então, a coisa toda descamba como uma bola de neve. Queremos saber os nomes dos parentes da margarida e os nomes das plantas relacionadas com essas plantas e os nomes das plantas relacionadas com estas últimas e percebemos que queremos dar nome ao mundo inteiro.
A margarida é uma pequena parcela do que os botânicos chamam árvore da vida. Queremos conhecer a árvore da vida.
É mais do que encontrar uma linguagem comum, é mais do que ter uma conversa. É sobre como todos os nomes se começam a ligar e a interagir, como as palavras tomam forma de algo maior, como o crescimento celular da própria planta, florescendo em ramos e folhas, como um abraço de tudo o que está vivo na terra."
ANATOMIA DE UMA ROSA
domingo, 21 de dezembro de 2014
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
sexta-feira, 10 de outubro de 2014
quinta-feira, 9 de outubro de 2014
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
terça-feira, 23 de setembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
segunda-feira, 8 de setembro de 2014
sexta-feira, 25 de julho de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Esta água que corre agora aqui da fonte, já foi vapor nuvem, viajou por toda a atmosfera em torno de toda a superfície do planeta, provocou relâmpagos e tornados e criou orvalho, já foi rocha gelo no mais alto pico montanhoso, já foi corrente em rio e mar e será meu líquido interior que a olho, respiro e bebo.
sábado, 18 de maio de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
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