eu líquida
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
o Horizonte Oeste visto da Aldeia da Luz
no Alentejo
só conservamos o que amamos
só amamos o que compreendemos
e só compreendemos o que nos ensinam. dito indiano
...
o inspirador : "Uma história simples" de David Linch
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
A criação da humanidade, segundo os Viquingues:
"Os gigantes gelados viviam na confluência de quatro rios de leite. Os rios corriam a partir da vaca mágica Audhumla, que habitava o reino gelado de Niflhein. Quando Audhumla lambeu o gelo, dando-lhe a forma de um homem, criou Buri, o primeiro dos deuses viquingues. Bestla, um dos gigantes gelados mais novos, apaixonou-se por Buri e tiveram três filhos, Ódin, Vili e Ve, que se tornaram deuses viquingues.
Um dia Ódin, Vili e Ve decidiram matar Ymir, o gigante gelado, pai de Bestla. Jorrou tanto sangue das feridas fatais de Ymir que afogou quase todos os gigantes gelados à excepção de uma família que fugiu num barco. Ódin e os seus irmãos criaram então a Terra Média, o mundo do homem, usando o corpo de Ymir para fazer terra, o sangue para criar o mar e o crânio para fazer o céu. Também criaram o primeiro homem e a primeira mulher a partir dos troncos de madeira flutuante de freixo e olmo que encontraram abandonados na praia."
in "Mitologia do Mundo" de Neil Philip
sábado, 16 de janeiro de 2010
"Na manhã seguinte, Ntoweni escapou por entre a poeira dos caminhos. Assim que deu pela sua ausência, o rei mandou que a seguissem. Quando ela se aproximava de sua casa, uma azagaia cruzou o espaço e se afundou nas suas costas. A cabaça subiu, desamparada, pelo ar e a água se derramou, desperdiçada. Mas quando a vasilha se quebrou no chão, os céus todos estrondearam e um rasgão se abriu na terra.
Das profundezas emergiu um rugido e uma imensa serpente azul se desenrolou dos restos da cabaça.
Foi assim que nasceu o rio."
in "A Chuva Pasmada" de Mia Couto
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

" - Antes ao Sol que mal acompanhado!
Certa vez, quando regressávamos, ele me chamou e me segredou ao ouvido:
- Ntoweni engravidou!
- Ntoweni?
O velho apontou o pé direito, todo inchado.
- Essa é Ntoweni, minha falecida...
Para enxotar a solidão, o avô dera nome aos pés. Cada um baptizado por engenho de seus delírios, em jogo de marionetas. Mordido pela curiosidade, aticei-o:
- Essa é a avó. E a outra, como se chama?
Um risco malandro lhe arredondava o sorriso. Não podia confessar. Morreria com aquele nome só para ele.
- Mentira - desdizia em seguida. - Minha saudade existe toda só para Ntoweni. Venha cá meu neto: você nunca chegou de conhecer essa sua avó legítima?
- Nunca, avô. Desencontrámo-nos. E como era ela?
- Ntoweni era tão bonita que nem precisava ser jovem...
Todos me falavam da sua beleza. Mas ela não gostava de ser bela. A avó sempre respondia: se eu sou bela então maldita seja a beleza! Era assim que ela falava. A beleza, dizia, era uma gaiola que o avô inventara para ela ser pássaro. Um desses pássaros que canta mesmo em cativeiro. E o engano dessa aves é acreditar que o céu fica do lado de dentro da gaiola."
in "A Chuva Pasmada" de Mia Couto
Certa vez, quando regressávamos, ele me chamou e me segredou ao ouvido:
- Ntoweni engravidou!
- Ntoweni?
O velho apontou o pé direito, todo inchado.
- Essa é Ntoweni, minha falecida...
Para enxotar a solidão, o avô dera nome aos pés. Cada um baptizado por engenho de seus delírios, em jogo de marionetas. Mordido pela curiosidade, aticei-o:
- Essa é a avó. E a outra, como se chama?
Um risco malandro lhe arredondava o sorriso. Não podia confessar. Morreria com aquele nome só para ele.
- Mentira - desdizia em seguida. - Minha saudade existe toda só para Ntoweni. Venha cá meu neto: você nunca chegou de conhecer essa sua avó legítima?
- Nunca, avô. Desencontrámo-nos. E como era ela?
- Ntoweni era tão bonita que nem precisava ser jovem...
Todos me falavam da sua beleza. Mas ela não gostava de ser bela. A avó sempre respondia: se eu sou bela então maldita seja a beleza! Era assim que ela falava. A beleza, dizia, era uma gaiola que o avô inventara para ela ser pássaro. Um desses pássaros que canta mesmo em cativeiro. E o engano dessa aves é acreditar que o céu fica do lado de dentro da gaiola."
in "A Chuva Pasmada" de Mia Couto

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
olho para o Céu, vejo umas nuvens no azul
quero ser uma nuvem,
branco a deslizar nas correntes de ar.
olho para a Terra, vejo, ou talvez nem veja, porque são tantas as cores e as
formas, dum centímetro para o outro, já para não falar em
milímetros, que é tudo multiplicado por mil,
muda a expressão, muda o movimento, muda tudo, mil vezes,
sempre que olho.
olho para a Terra e quero ser o quê?
quero ser pó, leve, para viajar no ar como as nuvens.
mas também deveria ser bom ser célula, ser duma Árvore, ser de um pássaro,
ser de um peixe do Mar, duma baleia,
transformar-me de vida em vida, um come o outro, engole,
incorpora em si o outro
a.mar 10-05-2006
A vida é uma linha muito fina e frágil.
O Vale é o dorso duma águia,
as serras que o formam são as suas asas,
e nós vamos assim a planar no Universo
à velocidade que a Terra roda em torno do Sol.
Luz,
e o desejo de muitos batimentos cardíacos em Paz.
a.mar 29-05-2007
Obrigada,
nossa Natureza,
Obrigada,
Universo
por nos dares meios
de nos sentirmos muito felizes!
a.mar 12-05-2008
e imaginar que quando estamos expostos à luz do Sol,
cada molécula de água nossa faz brilhar um arco-iris no nosso corpo
a.mar 17-01-2009
quero ser uma nuvem,
branco a deslizar nas correntes de ar.
olho para a Terra, vejo, ou talvez nem veja, porque são tantas as cores e as
formas, dum centímetro para o outro, já para não falar em
milímetros, que é tudo multiplicado por mil,
muda a expressão, muda o movimento, muda tudo, mil vezes,
sempre que olho.
olho para a Terra e quero ser o quê?
quero ser pó, leve, para viajar no ar como as nuvens.
mas também deveria ser bom ser célula, ser duma Árvore, ser de um pássaro,
ser de um peixe do Mar, duma baleia,
transformar-me de vida em vida, um come o outro, engole,
incorpora em si o outro
a.mar 10-05-2006
A vida é uma linha muito fina e frágil.
O Vale é o dorso duma águia,
as serras que o formam são as suas asas,
e nós vamos assim a planar no Universo
à velocidade que a Terra roda em torno do Sol.
Luz,
e o desejo de muitos batimentos cardíacos em Paz.
a.mar 29-05-2007
Obrigada,
nossa Natureza,
Obrigada,
Universo
por nos dares meios
de nos sentirmos muito felizes!
a.mar 12-05-2008
e imaginar que quando estamos expostos à luz do Sol,
cada molécula de água nossa faz brilhar um arco-iris no nosso corpo
a.mar 17-01-2009
"Com a morte de cada homem termina um universo cultural específico, mais ou menos rico mas sempre original e irrepetível."
Daniel Serrão
Daniel Serrão
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
falam, falam, falam
a gente diz o que sentiu (viu, ouviu, tateou, saboreou, cheirou + o sexto - intuiu), mas podemos limitar ou expandir tanto o que efectivamente aconteceu, o que experimentámos, o que experimentamos e o que experimentaremos
e a capacidade de admirar
ad-
pref.
Elemento que designa tendência, direção, aproximação. É seguido de hífen, para evitar confusão fonética, antes de um elemento começado por r: ad-rogação, ad-rogar, etc.
pref.
Elemento que designa tendência, direção, aproximação. É seguido de hífen, para evitar confusão fonética, antes de um elemento começado por r: ad-rogação, ad-rogar, etc.
mirar -
v. tr.
1. Fitar os olhos em; encarar.
2. Aspirar a.
v. intr.
3. Fazer pontaria.
4. Olhar, estar voltado para.
v. pron.
5. Ver-se no espelho, na água.
v. tr.
1. Fitar os olhos em; encarar.
2. Aspirar a.
v. intr.
3. Fazer pontaria.
4. Olhar, estar voltado para.
v. pron.
5. Ver-se no espelho, na água.
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