quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

d "a insustentável leveza do ser"
"(...)Numa aula de trabalhos prácticos de física, qualquer aluno pode fazer uma experiência para confirmar uma dada hipótese científica. Mas o homem, porque só tem uma vida, não tem qualquer possibilidade de verificar as hipóteses através da experiência e nunca poderá saber se teve ou não razão em obedecer aos seus sentimentos. (...)
(...) Achamos todos impensável que o grande amor da nossa vida seja algo de leve, algo que não pesa nada; supomos que já estava escrito que o nosso amor tinha de ser o que é.(...)

(...)Fora portanto necessária toda uma série de seis acasos para fazer chegar Tomás até Tereza, como se, entregue a si próprio, nunca tivesse podido encontrá-la.
Regressara à Boémia por causa dela. Uma decisão tão fatal tinha a sua raiz num amor a tal ponto furtuito que nem sequer existiria se, há sete anos, o chefe do serviço não tivesse uma ciática.(...)


(...)As vertigens não são o medo de cair. É a voz do vazio por debaixo de nós que nos enfeitiça e atrai, o desejo de cair do qual, logo a seguir, nos protegemos com pavor.(...)
(...)Quem cai quer dizer:«Levanta-me!»"
co incidência

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

"Que tenhas um ano cheio, repleto de tudo o que te faça uma alma feliz e realizada." Mariana

Alvéolas

video

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

magnólias







Eu hoje não vou estar aqui à hora devida para enviar este aviso,
vai adiantado.

Eu vou nascer às dezassete e quarenta e cinco!
mais propriamente, um quarto para as seis.
Dado a hora ficou fadado o meu destino, arranjar maneira de meter as seis no mesmo quarto.
Se for um quarto do mundo, não tenho problema, há muito espaço.
Se for um quarto de hora, também se conseguem pôr seis horas dentro de um quarto de hora,
é só arranjar uma coisa muita chata para fazer.
Se for mesmo um quarto pequeno, quando aparecerem as seis, logo vejo o tamanho delas e a forma como as distribuo pelo espaço.
De certeza que com as seis consigo ter o mundo para nós desfrutarmos.
Se for um trabalho chato também tenho paciência para transformar as seis horas num quarto de hora.
Também, felizmente, tenho a capacidade de arrumar muita coisa num espaço pequeno.

Também tive felizmente uma mãe e um pai que desejaram muito bem a filha que tiveram.
Tiro certeiro! O nome e tudo, Ana Margarida!

De maneiras que então,
Hoje, 23 de Fevereiro de 1973, devido à maior descarga de adrenalina da minha vida, saí da minha mãe para o mundo e chorei às 17h45. Bolas! É que é mesmo a primeira coisa que nós fazemos é chorar.
E depois, desata de aprender, aprender, acumular conhecimento, acumular, acumular.
Até que temos 36 anos e ficamos a saber que a única maneira de conseguirmos estar aqui agora é conseguirmos desligar a nossa mente de tudo e deixar somente os sentidos a funcionar.
Não sei porquê, gosto de avisar que nasço.
Gosto deste dia, desta hora.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Andei há uns tempos à procura da Terra Fértil. Andei ali na serra.
Encontrei-a para lá do muro.
Este Domingo estive em cima do muro...
deitamo-nos em cima do muro, olhamos e
o enquadramento da nossa visão
é um céu azul


o amor é um lugar de trocas
temos o muro, o amor está onde estão as portas
entra-se e sai-se da cerca mágica de sermos amados
e de amarmos,
desinteressados
amo porque amo
amo a.mar











terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

de intro
abraço de amor
é como estar dentro de um útero.
é como estar dentro do lugar mais confortável do mundo
o lugar com tudo
exactamemte no meio, ser o meio
ser o centro,
ser intro

é a oponência do polegar, que sem os outros perde a singularidade dele

"- meu amor!"
será que temos consciência de que estamos a apelar, a nomear o nosso próprio amor?
se é assim, raramente chamo por ele.



da Nasa: Galaxia Espiral M101

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

estive no centro dum tornado de amor para mim ,
entre os quatro ventos,
mesmo naquela zona central de acalmia.
era tanto calor e eu estava com medo,
porque eu tenho uma ligeira taquicardia,
mesmo assim respirei ar fresco.

como é que tenho medo de receber um abraço de amor...

como é que eu ando anos à procura do amor e estou rodeada de amor por todos os lados e a primeira sensação é de medo porque em vez de estar ali, estava a fugir com o pensamento para outros lados.
é claro que vendo a coisa do lado do tornado a primeira coisa que sentes é medo...

mas os ventos deram-me tempo para voltar para ali para o meio porque a Natureza faz tudo no seu tempo
e aqui estou.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

eu acho que nós, portugueses, transportamos a herança genética da perda do grande império que foi Portugal, hoje resumido a três pequenos espaços à beira mar plantados

quantas vezes ficamos agarrados à tristeza de ter deixado um tempo muito bom em vez de nos agarrarmos à alegria de o ter vivido.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

muitas nuvens cinzentas, lindíssimas, no céu.
São Água.
a mesma que corre nos rios, oceanos e circula no meu corpo.
Eu sou nuvem, sou rio e sou oceano no meu corpo.
Obrigada Mãe Natureza!






faz hoje onze anos,
era segunda-feira,
e a esta hora estava a chegar a Veneza.
e também estava Lua Cheia

domingo, 8 de fevereiro de 2009

"Hui Neng, o Sexto e último Patriarca do nosso Caminho Chan, uma vez aproximou-se de dois monges que estavam a discutir sobre uma bandeira que tremulava ao vento.
O primeiro monge disse: "É a bandeira que se está a mover!" O outro monge disse: "Não! É o vento que se está a mover."


sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

"coloque um peixe na terra e ele lembrar-se-á do oceano até à morte.
coloque um pássaro na gaiola e mesmo assim ele não se esquecerá do céu.
cada um permanece saudoso do seu verdadeiro lar.
o local em que a sua Natureza decretou que ele deveria estar."
textos Zen


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009





os fungos filamentosos - bolor - também são cor-de-rosa