domingo, 11 de abril de 2010

hoje não encontrei nenhuma gota de orvalho de manhã












"Uma palavra do Universo, a mensagem de uma gota de orvalho,
desce nesta cabeça de alfinete de uma erva desconhecida.

A criação começa aqui, vinda ao mundo
na forma de cada ser-rebento.

Agora encontro-me com um acontecimento infinitamente antigo,
a queda de uma gota de orvalho, na brisa, sobre uma pedra.

Tendo sido guiado até aqui por este acto sem voz,
a fonte de todas as fontes.

Ah! É isto, agora sou encontro vida!
Finalmente, experimentei esse derradeiro ponto de encontro dos nossos olhos cósmicos.

Um clarão de relâmpago agora mesmo,
acorda a nova aurora deste rebento."

in "Folhas caiem, novo rebento" de Hôgen Yamahata

3 comentários:

Vítor disse...

A prática diária é interessante pois a cada momento ela se renova.

Multiolhares disse...

Não encontraste uma gota de orvalho, mas encontraste a beleza que foi ilustrada com um belíssimo poema que nos leva á introspecção
beijinhos

a.mar disse...

já li e li este livro várias vezes e ainda não tinha visto este poema