quarta-feira, 9 de setembro de 2009


E um avô nota que "Numa dessas noites de céu estrelado e lua cheia, eu estava com meu neto (de seis meses) ao ar livre e apontei-lhe a lua (interessante é que ele olha sempre para a direcção apontada, em vez de olhar para o dedo). Ele abriu um grande sorriso, começou a balançar-se nos meus braços mostrando sua alegria em ver tal espectáculo. Depois direccionou os seus braços tentando agarrar a lua. Mas mesmo não conseguindo o que tentava, ele continuava a sorrir e a dar pulos de alegria" ~ e conclui brilhantemente que "com tantas e tantas coisas do dia a dia nos comportamos como se não soubéssemos da transitoriedade da existência, ou soubéssemos mas nos esquecêssemos disso. Mesmo sabendo que as coisas passarão, nos comportamos como se elas fossem eternas da maneira que se apresentam naquele momento. Nestes momentos comportamos-nos como o meu neto, ou seja, tentamos agarrar aquilo que não podemos. A diferença é que, mesmo diante do insucesso, não continuamos felizes como ele".
in folhas no caminho

2 comentários:

didi disse...

Ana, grato por postar esse texto. Ele não é fantasia, o fato realmente ocorre e é muito interessante.
Esse garotinho é o Miguel Ribeiro Ramos, eu sou o avô do mesmo. Meu nome? Avô de Miguel.
Abraços.

a.mar disse...

Um Abraço!